A vida é um jogo… de baseball!
Sou um bom jogador. Não sou bom estrategista, mas me orgulho de ser tremendamente sortudo.
Não é algo que aprendi, não é algo que conquistei, mas ajuda muito na vida. Gosto de analogias de vida com jogos, principalmente os de azar.
Mas, para viver, exige-se técnica, treino, graça e condicionamento físico e mental. É um jogo mais de equipe, mesmo sendo no fim, um tanto individual, de astros, apoiadas pelos seus companheiros.
A vida é assim, um jogo de baseball.
Nunca me interessei muito por baseball, é um jogo de bundas-brancas americanos, que sentam para ver dezoito caras correndo em círculos atrás (ou de) uma bola.
Olhando por esse ângulo, é muito imbecil, mas acabei me interessando assistindo o mundial na ESPN. É um jogo um tanto interessante.
As regras do jogo não são nada simples. Dependendo de como, quando e em que tentativa você acerta, é uma pontuação, o quanto você corre nas bases, também, o quão longe ou perto rebate a bola, e assim vai.
Nem mesmo a equipe técnica sabe direito o quanto vale cada jogada, no fim, param de se preocupar em pontuar e sim em jogar direito. Quem joga melhor, ganha, afinal.
Errar pode não ser o fim, e acertar não é vencer. Três tentativas falhas, três bolas fora significam o banco e o fim para ti neste tempo. É complicado, uma tensão absoluta do batedor. Vai entender o que se passa naquelas cabeças com capacete na hora.
A boa tacada pode ser estratégica, poderosa, safada, tanto faz. Seu estilo, neste jogo, pode ser muito bem aproveitado em qualquer time, afinal, de certo modo, enquanto ataca e corre, seu time é um tanto individual, ele é fraco e forte dependendo do jogador ali presente.
Acertar também não é tudo. Um ótimo batedor e corredor pode ser parado e queimado a qualquer momento por alguém mais atento. Pode estar na mão daquele que enxerga melhor, correr atrás de você com a bola e pronto, você está no banco de novo.
Uma volta perfeita no campo, pontua. E pontua muito. Mas, vencer não significa chegar no fim, mas sim no começo. Voltar a home, a primeira base, que na visão de quem chega da terceira base, é a quarta também.
E então, trocam-se os times, e ai sim, o quesito equipe monta-se de novo.
Você deve defender o máximo a integridade, não deixar o batedor adversário tomar a bola que você lança ao seu parceiro, e caso ele faça isso, deve-se recuperar o quanto antes, e parar o corredor que conseguiu ser mais esperto que você.
E agora não é só você, é você e oito outros guerreiros dispostos a queimar o progresso alheio, e isso também acaba se pontuando.
Você deve ser os olhos e os ouvidos conjuntos da sua equipe, é tudo que você deve para eles.
E então, novamente você se torna o batedor, o que ataca, o que quer correr, o que quer chegar logo a home e sentar de novo no banco.
Só se vence em círculos no baseball, sabendo a hora de jogar sozinho e a hora de jogar em equipe.